O sucesso deste trabalho – uma pesquisa em andamento que avança no preenchimento das lacunas mapeadas – dependerá fundamentalmente da colaboração contínua entre múltiplos atores e de uma atuação proativa no campo regulatório.
A complexidade dos desafios hídricos e ambientais, tal como a ‘Hidra de Lerna’ da mitologia grega, cujas múltiplas cabeças regeneravam-se, exige não apenas força de atuação, mas inteligência estratégica e, fundamentalmente, cooperação – simbolizada no mito pela parceria entre Hércules e seu sobrinho Iolaus.

Hércules e Iolaus enfrentando a Hidra de Lerna: metáfora dos desafios hídricos complexos e “regenerativos”, superados pela combinação de força (tecnologia), estratégia (governança) e cooperação (articulação institucional) que a plataforma HIDRA busca catalisar. (fonte: Freepik)
A HIDRA, ao propor um ecossistema digital integrador, busca ser esse catalisador de cooperação, unindo esforços para vencer os desafios da regeneração hídrica. Em suma, este trabalho oferece um recorte inicial da proposta da plataforma HIDRA, enfatizando a integração de fundamentos teóricos robustos, com tecnologias de ponta como blockchain e DREX, e o paradigma financeiro da ReFi.
Ao abordar as fragilidades dos modelos de PSAH existentes e propor soluções baseadas na transparência digital e na automatização de processos, a pesquisa contribui para o debate sobre inovação na gestão de recursos hídricos no Brasil. Espera-se que os resultados incluam não apenas a validação de um modelo conceitual, mas também a demonstração da então potencial redução de custos de transação, o aumento da confiança entre os atores e, consequentemente, a criação de um ecossistema de financiamento regenerativo para serviços ambientais hídricos.
A HIDRA é apresentada não como uma panaceia tecnológica, mas como um instrumento potente para fomentar uma governança policêntrica e adaptativa, capaz de catalisar um f
uturo hídrico mais regenerativo, participativo e justo para todos, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.